Política

Collor segue preso após fim de recursos no Supremo

O ex-presidente Fernando Collor de Mello permanece preso desde 25 de abril, após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou o cumprimento imediato de pena de oito anos e dez meses de reclusão. Collor foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro em esquema envolvendo contratos fraudulentos com a BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras, durante os anos em que exerceu mandato como senador.

Segundo as investigações, Collor teria recebido aproximadamente R$ 20 milhões em propinas entre 2010 e 2014, usando empresas de fachada e movimentações financeiras suspeitas para ocultar a origem ilícita dos recursos. A condenação havia sido confirmada em 2023, mas só agora o STF julgou os últimos recursos e autorizou a execução da pena.

O ex-presidente está detido em regime fechado no Complexo da Papuda, no Distrito Federal, após apresentação voluntária. Seus advogados entraram com pedido de progressão de regime, alegando que ele preenche os requisitos legais, incluindo idade avançada e bons antecedentes anteriores ao caso. A Procuradoria-Geral da República (PGR), no entanto, se manifestou contra qualquer benefício no momento.

A prisão de Collor é vista como simbólica no combate à impunidade, marcando mais um capítulo da responsabilização judicial de ex-autoridades envolvidas em escândalos de corrupção. O ex-presidente foi o primeiro chefe de Estado a sofrer impeachment no Brasil, em 1992, e agora se torna o segundo ex-presidente brasileiro a cumprir pena criminal após julgamento pelo STF.