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G7 2025: economia, clima e geopolítica dominam cúpula marcada por impasses

Encontro dos líderes ocorre em clima de tensão entre comércio, conflitos geopolíticos e colaboração emergente com convidados como Brasil e Índia.

O 51.º cúpula do G7, realizada entre 15 e 17 de junho de 2025 em Kananaskis, Alberta (Canadá), reuniu as sete maiores potências econômicas — Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão — além da União Europeia, representada pelos presidentes do Conselho e da Comissão. O encontro trouxe também líderes convidados, como os presidentes Lula (Brasil) e Modi (Índia), além de Zelensky (Ucrânia) e Albanese (Austrália) .

A agenda incluiu temas urgentes como segurança na Europa (com apoio contínuo à Ucrânia), tensões no Oriente Médio, governança da inteligência artificial, combate às mudanças climáticas e recuperação econômica global . O G7 anunciou planos para financiar US$ 50 bilhões em reforço à Ucrânia, usando receitas de ativos russos congelados, e defendeu um fundo climático voltado à adaptação e resiliência .

Nas discussões comerciais, não houve avanços significativos além do acordo bilateral entre EUA e Reino Unido para reduzir tarifas sobre automóveis e peças aeroespaciais. O presidente Trump sugeriu incluir Rússia e China no bloco, mas enfrentou resistência, e sua saída antecipada do evento enfatizou as tensões existentes.

A cúpula ainda foi marcada por momentos diplomáticos simbólicos, tais como o elogio da primeira‑ministra italiana Meloni ao premiê indiano Modi, e o telefonema entre Putin e Xi comentando as divergências enfrentadas pelos países do G7.